Uma Seqüência

Tuesday, July 29, 2008

Por falta dum mercado forte para pensadores utópicos (e muitas outras razoes) parei de seguir esta linha de pensamento nos 1980s. Mas ultimamente o meu interesse seguir estas idéias renasceu, não por coincidência ao mesmo tempo em que tenho reconhecido que morar no Brasil durante os anos de chumbo foi provavelmente a experiência mais importante de minha vida.

Aqui e uma sumaria rápida da direção estou tomando atualmente em escrever uma seqüência (sequel) ao ensaio de 1977:

Na física, o conceito da entropia tomou parte na revolução contra o mundo mecanistico baseado na certeza absoluta de Newton e em favor dum mundo baseado na interdependência e uma incerteza sem fim. Em construir as metáforas duma teoria de informação política, o anterior complementa o autoritarismo e o ultimo complementa o processo de democratização. Podemos proceder a três níveis: a consciência, a organização e a moralidade. A cada nível, podemos distinguir entre tendências absolutas (autoritárias) e tendências relativas (democráticas).

  • Da entropia (incerteza) e entropia negativa (a redução de incerteza, ou informação) de Shannon, podemos criar metáforas da ignorância política e consciência política. Os autoritários (os donos da verdade) vivem no mundo Newtoniano de certeza absoluta. A democratização procede na base de incerteza infinita e a necessidade de proteger os processos que iluminam a incerteza, criando a possibilidade de redução de incerteza e o crescimento geral da consciência política.
  • Da entropia da física, podemos criar metáforas de desorganização política e organização política. A obsessão autoritária com a ordem absoluta e um caos criado pelos subversivos do mundo reflete o mundo Newtoniano, a chamado “clockwork universe” que funciona segundo regras absolutas que não podem ser disputadas. Miguel Arraes avançou uma perspectiva relativa de ordem referindo ao “conceito de ordem e liberdade desviando da tendência costumaria ver los como conflitantes” (pela referencia, veja pagina 30 neste papel meu não publicado).
  • Norbert Weiner observou que o mau na teologia de Santo Augustino e análogo a entropia. O mau relativo e a desorganização, uma falta de organização, um coisa impessoal. Ao contrario, a perspectiva Maniqueina proclama a existência de umas pessoas que são incorporações de mau e merecem oposição violenta. A ferocidade moral de autoritarismo vem da mesma fonte. Da perspectiva de democratização o mau e um problema estrutural, não pessoal. O conceito de “violência estrutural” de Galtung complementa esta perspectiva. A lei democrática cria uma moralidade publica, nunca absoluta, sempre sujeita a critica e revisão.

Na visita que vou fazer a Brasil entre o 6 e 18 de agosto, vou matar as saudades do Brasil. Tambem gostaria comunicar neste assunto. O meu email e mikemc@brooklyn.cuny.edu.

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